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marcelo rezende sobre a tragedia dos pais assassinados pelo filho ontem

 

tenente da policia militar oliveira bovo

Polícia investiga se filho de 13 anos matou casal de PMs e se suicidou em SP, diz comandante

A perícia feita na casa onde cinco integrantes da mesma família foram mortos na segunda-feira (5), na zona norte de São Paulo, aponta para homicídio seguido de suicídio, segundo o coronel da PM Benedito Roberto Meira.

Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, o filho de 13 anos do casal de PMs que também foi encontrado morto, é o principal suspeito do crime. Inicialmente foi divulgado que o menino tinha 12 anos. Investigadores do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) estão na manhhã desta terça-feira (6) no colégio Stella Rodrigues, na Freguesia do Ó, onde o menino estudava e aonde foi, ontem de manhã, quando os pais já estavam mortos.

“Pelo que foi encontrado no local, não tem nenhum objeto revirado. O armamento foi o mesmo em todas as mortes, não tinha calibres diferentes e não tinha sinal de arrombamento [na casa]“, afirmou Meira em entrevista nesta madrugada.

Ainda segundo o PM, o garoto era canhoto e o disparo que o matou foi feito do lado esquerdo da cabeça dele, o que poderia ser indício de suicídio.

Uma arma calibre 40, que pertencia à mãe do menino, a cabo da PM Andrea Regina Bovo Pesseghini, estava sem cinco balas e foi encontrada debaixo do corpo dele. Na garagem da casa, de acordo com o registrado no boletim de ocorrência, foi encontrada uma mochila com uma arma calibre 32 e uma faca, além de outros objetos.

O carro de Andrea foi encontrado em frente à escola onde o menino estudava. Segundo Meira, câmeras de segurança vão poder mostrar quem dirigiu o carro até o local.

Segundo o coronel, as investigações apontam que o casal morreu na madrugada de segunda-feira enquanto dormia. O corpo de Marcelo estava ao lado dos pais.

Um bilhete na mochila do menino, porém, indica que ele teria ido à escola, o que pode indicar que a hora da morte dele é diferente da dos pais.

Porém, o coronel reforçou que a investigação não trabalha só com a hipótese de suicídio do garoto: “Nada impede que outras versões possam acontecer”.

Procurada, a Polícia Militar informou que as informações serão repassadas pela Polícia Civil, que investiga o caso.

Os cinco corpos estão no IML (Instituto Médico Legal) central, na zona oeste de São Paulo, e devem ser liberados à tarde.
Menino esteve em colégio quando pais já estavam mortos

Ao menos duas professoras de Marcelo comentaram o crime em textos no Facebook. Uma delas, que usou a foto do menino como sua própria imagem de perfil acrescida da palavra “luto”, disse ter visto Marcelo na escola ainda ontem de manhã –quando os pais dele já estavam mortos em casa.

“Não consigo parar de chorar…abracei tanto ele hoje de manhã…. acabou sendo minha despedida”, relatou a professora.

Outra professora de Marcelo também disse estar “de luto”. Ela definiu o adolescente como “engraçado, amigo e carinhoso”. “Nunca mais minha aula vai ser igual nesta classe. Um dos meus anjinhos foi embora”, escreveu.
Chacina deixa cinco mortos

O casal de policiais militares Luis Marcelo Pesseghini e Andreia e o filho deles Marcelo foram mortos a tiros na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Luiz Marcelo era sargento da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tropa de elite da polícia paulista.

Além dos três, mais duas parentes também foram mortas: Benedita Oliveira Bovo, 65, a mãe da cabo, e Bernadete Oliveira da Silva, 55, irmã dela. Elas foram encontradas em outra casa que fica no mesmo quintal, em um mesmo quarto, porém em camas separadas.

Os corpos das vítimas foram encontrados na tarde de segunda-feira. A polícia foi até a casa das vítimas depois de ter estranhado a ausência da policial no serviço.

O sargento da Rota estaria de folga, e colegas de trabalho de um “bico” que ele fazia também estranharam a ausência.

O boletim de ocorrência do caso registra que uma testemunha ligou para a polícia ao perceber que a casa onde Benedita e Bernadete foram encontradas estava com a porta aberta e as luzes acessas, sem que ninguém respondesse aos chamados.

A Secretaria de Segurança Pública não soube informar o horário em que o contato desta testemunha com a polícia foi feito.

O sargento estava há mais de 15 anos na Rota. O caso deverá ser investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil.

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