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Quantas mortes foram causadas pelo desabamento da construção da Loja em são paulo

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Prefeitura diz que obra já tinha sido multada e estava irregular.
Bombeiros usaram cães farejadores para buscar sobreviventes

 

O desabamento de um prédio na manhã desta terça-feira (27) na região de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, deixou mortos e feridos. Às 12h, o major Anderson Lima, do Corpo de Bombeiros, informou que ao menos sete pessoas morreram. Pelo Twitter, os bombeiros afirmam que seis mortes já foram confirmadas.

O capitão Marcos Palumbo, porta-voz dos Bombeiros, explicou que, além das seis mortes confirmadas, as equipes conseguem ver um ponto do desabamento onde há mais um ou dois corpos.

Entretanto, como o ponto é de difícil acesso, ainda não foi possível verificar quantas vítimas estão no local. No horário, três corpos já tinham sido retirados. Até as 13h, pelo menos 24 pessoas foram socorridas – a maioria com ferimentos de intensidade leve e moderada.

O coronel do Corpo de Bombeiros Reginaldo Campos Retulho diz que os trabalhos devem continuar à noite em busca de cinco pessoas desaparecidas. “É uma corrida contra o tempo. Após as primeiras 24h diminuem as chances de as pessoas estarem vivas”, afirmou. Retulho estima que os trabalhos podem durar até 3 dias. “Torcemos para que aquele número inicial de 35 vítimas não aumente”, disse o coronel.

O desabamento total do imóvel de dois pavimentos aconteceu por volta das 8h30, na Avenida Mateo Bei, próximo à Avenida Maria Cursi. A estimativa é que cerca de 35 pessoas estivessem na obra de construção de uma loja da rede Torra Torra no momento do acidente.

De acordo com os bombeiros, os mortos estavam nos fundos do imóvel, enquanto a maioria dos sobreviventes estava no meio da construção, onde se formou um bolsão que permitiu que houvesse sobreviventes. Nesta área da construção foi resgatada um ferido que manteve contato com os bombeiros por celular. As pernas do operário ficaram presas nos escombros.

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Irregularidades e multas
A construção era irregular e já foi multada em mais de R$ 100 mil, segundo a Prefeitura. Antes da construção, um posto de gasolina funcionava no local.

A empresa dona do imóvel, a Jamf Empreendimentos Agrícolas Ltda, não se pronunciou sobre o caso.

Segundo a Subprefeitura de São Mateus, antes do início da obra, um posto de gasolina funcionava no local.

Futura loja popular
Em nota, o Magazine Torra Torra informou que o imóvel não era de propriedade da rede. Segundo a empresa, havia um contrato de locação do prédio e a rede só assumiria o imóvel após finalizadas as obras estruturais pelo proprietário, a Jamf Empreendimentos Agrícolas Ltda, que não comentou o caso até as 12h20.

“O Magazine Torra Torra não tem nenhuma responsabilidade sobre a parte de engenharia civil. No momento, uma empresa de engenharia contratada pelo Magazine Torra Torra realizava uma avaliação sobre as condições de uso do prédio. Caso esse laudo técnico fosse positivo, atestando a segurança estrutural, a rede então faria o acabamento para abrigar mais uma unidade.  Ressalte-se que o Torra Torra somente entraria com a loja no local com esse aval técnico. Este é um cuidado que o Magazine Torra Torra toma em todas as lojas da rede, devidamente avaliadas quanto à segurança estrutural, de acordo com engenheiros, para receber nossos empreendimentos”, informa o texto.

Os bombeiros chegaram a manter 130 homens no local, dois helicópteros e quatro cães de salvamento trabalhavam no resgate das vítimas.

Interdição
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a Avenida Mateo Bei estava interditada em ambos os sentidos na altura do número 2.221, desde as 9h15. A CET recomenda aos motoristas que evitem trafegar pela região.

De acordo com Palumbo, a obra começou há três meses – a laje tem cerca de 400 metros quadrados. “Há indícios de que alguma coisa não andou bem”, disse Palumbo em entrevista à GloboNews. Segundo ele, houve um “colapso estrutural de uma laje”, abalando a estrutura do prédio.

“Agora é um trabalho demorado, de muita cautela, porque, para fazer a retirada das vítimas que estão debaixo dos escombros, a gente precisa de muita técnica e muita paciência”, explicou o capitão. Ele considera o trabalho “bem crítico”.

mapa

  • Avenida Mateo Bei, 2.300

Os bombeiros orientam os familiares de operários da obra que se dirijam ao centro de operação montado no local para obter informações oficiais sobre as vítimas resgatadas no acidente.

A obra deverá passar por perícia da Polícia Técnico-Científica para apurar as causas do desabamento. Segundo o major Anderson Lima, dos bombeiros, nenhuma das vítimas resgatadas relatou ter ouvido uma explosão ou cheiro de gás natural. Elas afirmam que houve um colapso estrutural.

Segundo o capitão Marcos Palumbo, não há evidências de uma explosão, já que não há cheiro de combustível no local do acidente. “Há indícios de um colapso estrutural”, disse Palumbo.

Imóveis afetados
Por volta das 12h, a Defesa Civil já havia iniciado o isolamento da área no entorno do desabamento para avaliação de danos causados a imóveis vizinhos. Quatro famílias tiveram de deixar suas casas para o trabalho de vistoria dos agentes. Segundo o órgão, quatro imóveis residenciais e dois comerciais foram interditados.

Equipes da Congás, da Eletropaulo e da Sabesp davam suporte a toda a operação no local do acidente. O fornecimento de energia elétrica foi interrompido na região.

preciso saber se o desabamento que deixou mortos e feridos foi acidente ou foi causado por falha humana”
Antônio Mestre Júnior,
delegado seccional no 49º Distrito Policial

Segundo o delegado seccional Antônio Mestre Júnior, o 49º Distrito Policial, de São Mateus, instaurou inquérito para apurar as eventuais causas e responsabilidades pelo desabamento. “É preciso saber se o desabamento que deixou mortos e feridos foi acidente ou foi causado por falha humana”, disse o delegado. As causas deverão ser apontadas pela perícia da Polícia Técnico-Científica.

A investigação deverá ouvir depoimentos de sobreviventes e de pessoas ligadas à obra. O inquérito será presidido pelo delegado Luiz Carlos Unzelin, que foi ao local do desabamento

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