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tudo sobre as manifestações em são paulo

 
Ônibus foi alvo de vandalismo na Praça Portugal (Foto: Paulo Macarini/Agência Bom Dia)

A assessoria de imprensa da Transurb responsável pelo transporte coletivo de Bauru (SP) confirmou nesta sexta-feira (21) que 17 veículos foram pichados e um teve os vidros das portas quebrados durante a manifestação de quinta-feira na cidade.

De acordo com as informações, os veículos foram pichados por dentro com frases de efeito relacionadas às reivindicações do movimento.  Apesar dessas ocorrências, a Polícia Militar acompanhou todo o trajeto dos manifestantes e ressaltou que tudo transcorreu de forma organizada e pacífica.O contato das lideranças do movimento com o comando da Polícia Militar foi importante para que tudo acontecesse de forma pacífica e em segurança”, ressaltou o capitão Alan Coschitz Terra .

O capitão ressaltou ainda que foram registradas apenas ações isoladas, como um dos manifestantes que foi detido por estar jogando fogos de artifício no meio das pessoas.

Segundo a Transurb, 17 veículos foram pichados (Foto: Divulgação/ Transurb)Segundo a Transurb, 17 veículos foram pichados
(Foto: Divulgação/ Transurb)

Um dos policiais identificou a pessoa e viu que ele poderia causar um acidente maior e o encaminhou para delegacia para dar esclarecimentos. A ação do policial, inclusive, foi bastante ovacionado pela atitude”, afirma.

O representante da PM ressaltou que a principal preocupação foi evitar algum tipo atropelamento ou acidente de trânsito, já que o movimento seguiu pelas principais avenidas da cidade.

“Teve um momento que as lideranças cogitaram ir para a Rodovia Marechal Rondon, mas orientamos que seria um risco enorme, pois é uma via de trânsito rápido e durante a noite, eles entenderam e recuaram.”

Apesar dessas ocorrências, o capitão avaliou que o resultado da manifestação foi muito positivo. O protesto em Bauru reuniu cerca de 6 mil pessoas segundo o levantamento da Polícia Militar e percorreu a Avenida Rodrigues Alves, Nações Unidas e Getúlio Vargas.

Avenida Rodrigues Alves foi interditada pelos manifestantes em Bauru  (Foto: Alan Schneider/G1)

O Movimento Passe Livre, que liderou os protestos pela revogação do aumento da tarifa do transporte público em São Paulo, anunciou nesta sexta-feira (21) a suspensão de novas manifestações na cidade. Em entrevista à rádio CBN, Rafael Siqueira, um dos integrantes do MPL, acusou grupos conservadores de se infiltrar nos atos.

Segundo ele, agressões a militantes de partidos políticos na sétima manifestação que ocorreu ontem, na Avenida Paulista, e propostas como a redução da maioridade penal motivaram a decisão.

Ainda ontem, em um discurso na Praça Oswaldo Cruz, o integrante Pedro Brandão criticou os confrontos entre militantes de partidos políticos e manifestantes. “O que vi foram militantes de extrema direita tentando usar essa mobilização para dar um caráter fascista ao movimento”, disse. De acordo com Brandão, o MPL é apartidário, mas tem consciência de que partidos de esquerda fizeram parte da luta pela queda do aumento da tarifa.

Em nota, o MPL afirmou que ser apartidário não é ser antipartidário. “Repudiamos os atos de violência direcionados a essas organizações durante a manifestação de hoje (ontem), da mesma maneira que repudiamos a violência policial. Desde os primeiros protestos, essas organizações tomaram parte na mobilização. Oportunismo é tentar excluí-las da luta que construímos juntos.”

Durante a manifestação de quinta-feira, grupos de partidos políticos e movimentos sociais foram agredidos e obrigados a deixar a manifestação.

A primeira manifestação após a revogação reuniu mais de 100 000 pessoas e foi palco de reivindicações das mais variadas causas, como protestos contra o projeto de lei do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos, que determina o fim da proibição de tratamentos para reverter a homossexualidade, a “cura gay”.

Das manifestações realizadas em São Paulo, contra tudo e contra todos, a de ontem foi a mais lamentável.

E nem há como culpar novamente a polícia pelo ímpeto ofensivo da marginalidade, embora pela omissão, aparentemente calculada, de para se reclamar alguma coisa.

Faltou borrachada, e muita, no lombo da vagabundagem.

Mas a PM claramente decidiu pagar para ver.

E viu.

Sim, muita gente protestou de maneira pacífica, mas não dá para dissociar os baderneiros do movimento, como seus líderes tentam, a todo custo, vender à imprensa.

Não é depredando, roubando, pichando o Teatro Municipal, ateando fogo em carro da imprensa, que as coisas irão mudar.

Pelo contrário, com essas atitudes, deu-se uma sobrevida a um já acuado Governo, que ontem não tinha do que reclamar, mas hoje joga com a pedra da burrice popular em suas mãos.

Sem foco, objetivo concreto e boa argumentação política, as manifestações nada conseguirão, e, em se mantendo os atos de violência, em breve o que se tornou simpático, com imenso apoio popular, pode virar a favor daqueles que hoje são os reclamados.

 

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