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Rebelião na Penitenciária onde goleiro Bruno esta preso

 

A professora que é mantida refém em uma rebelião no pavilhão 1 da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, passou mal no início da tarde desta quinta-feira (21), e precisou ser medicada. De acordo com o comandante do policiamento especializado da Polícia Militar, coronel Antônio Carvalho, ela teve uma queda de pressão. Cerca de 90 presos estão rebelados desde esta manhã. Eles já queimaram colchões e ameaçaram um outro refém com uma barra de ferro.

A mulher e um agente penitenciário são mantidos reféns a cerca de cinco horas no motim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os rebelados já tiveram duas exigências atendidas, segundo o coronel, que foi a saída do helicóptero da PM que fazia o monitoramento da rebelião e o fornecimento de uma bateria para o rádio comunicador que eles usam para negociar com a polícia.

No pavilhão 1 estão presos condenados por por crimes como tráfico de drogas, furto e roubo. Este fica ao lado de onde está detido o goleiro Bruno Fernandes, pavilhão 4. Bruno é réu no processo de desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-amante do atleta. Além de Bruno, está detido pavilhão 7 o amigo dele Luiz Henrique Romão, o Macarrão.

Presos queimaram colchões no pátio do pavilhão da Penitenciária Nelson Hungria (Foto: Reprodução/Globocop/TV Globo Minas)Presos queimaram colchões no pátio do pavilhão da
Penitenciária Nelson Hungria

Reivindicações
O subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade de Oliveira, disse que os presos reclamam da demora na autorização de visitas e na proibição da entrada de mulheres grávidas nos pavilhões. Atualmente, as visitas por grávias são feitas em uma sala especial, com a presença de um agente penitenciário. Os detentos ainda se queixam da direção do presídio, de espancamento e pedem revisão de pena.

O subsecretário disse que a informação da existência de duas armas na rebelião não foi confirmada. Um preso concentra a negociação com policiais do Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate), através do rádio. Sobre a denúncia dos presos de que eles estariam sofrendo espancamento, Oliveira disse que nunca ouviu nenhuma denúncia deste tipo na unidade, mas que vai apurar. O subsecretário ainda falou que a revista geral em cada cela é feita rotineiramente no presídio. E que está previsto para o fim do ano a instalação de equipamentos de bloqueio de sinal de telefones celulares na unidade.

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